Ruas movimentadas, exposições cheias de gente e arte para todos os lados. O Valongo Festival Internacional da Imagem deixou um gosto de ‘quero mais’ em quem participou do evento, seja para apreciar as exposições ou àqueles que vieram dividir um pouco dos seus conhecimentos nas oficinas e palestras.

De acordo com a organização do festival, estima-se que 4 mil pessoas de todas as partes do país e também do exterior curtiram exposições, workshops, palestras, oficinas e festas. O evento recebeu grandes nomes da fotografia, como Bob Wolfenson, Araquém Alcântara e Jordi Burch.

Muita gente aproveitou tirar fotos dos eventos e dos cenários do Centro Histórico, e também fazer ampliações gratuitas das imagens. Quem não conseguiu aproveitar o evento tem uma segunda chance, pois muitas exposições ainda estão abertas (confira no quadro abaixo).

Boa receptividade

“Muito do sucesso deste primeira edição se deve ao fato de a cidade ter abraçado o festival, desde o Poder Público até os comerciantes e parceiros. Em breve, vamos anunciar a data da próxima edição, que será ainda melhor”, declarou o fotógrafo Iatã Canabrava, diretor de programação do festival.

E pela reação do público, a torcida é que a segunda edição venha logo. “Adorei esta mistura de arte e história. Eu tinha uma visão de Santos totalmente diferente. Acho que o festival é um ótimo gancho para que as pessoas possam conhecer a cidade de uma outra forma“, comentou a jornalista de São Paulo, Paula Poleto.

Já a professora de educação física, Thais Figueiredo, que tem fotografia com hobby, espera que mais eventos culturais de grande porte possam acontecer na cidade. “Santos está no caminho certo. Nossa cidade precisa dar cada vez mais suporte para este tipo de iniciativa“.

Câmera gigante

Quem passou pelo festival pode curtir diversas experiências diferentes, como entrar em uma câmera fotográfica gigante. Dentro de um trailer adaptado, os participantes da oficina ‘Cidade Invertida Cidade Criativa’ descobriram como funciona o processo de formação da imagem.

Na sequência, orientados pelo fotógrafo e pesquisador Ricardo Hantzchel, os participantes tiraram fotos, utilizando latas com um minúsculo furo, do tamanho de uma agulha. A técnica conhecida como pinhole é umas das mais rudimentares da fotografia. Após fazer as fotos, todos voltaram ao trailer, para revelar as imagens com química.

“A fotografia gera um fascínio muito grande nas pessoas. Todo mundo tem grande interesse em saber como funciona o processo fotográfico”, contou Hantzchel, que desenvolve o projeto há 10 anos e que já rodou mais de 30 mil km com o trailer.

Roteiro para cinema

O auditório do Museu Pelé também foi palco do workshop ‘Contando histórias no mundo da imagem’, ministrado pelo argentino Miguel Machalski, consultor de roteiros, que abordou composições de narrativas para cinema. “Quando você pode gerar um conflito de idéias no público, é sinal que você tem uma história forte”, disse.

Em uma das diversas interações com a plateia, Machalski falou sobre aspectos da produção cinematográfica pelo mundo e fez elogios ao longa brasileiro Aquarius. “O público dos festivais de cinema é muito específico. Um dos grandes méritos de Aquarius é que ele atinge um público que vai muito além dos festivais”.

O Valongo Festival Internacional da Imagem contou com o apoio da Prefeitura.

Exposições ainda em cartaz

=> O Doce Papel Mata-Moscas da Vida, de Roy de Carava
=>  Ramos, de Julio Bittencourt
=>  Navios, de Cássio Vasconcellos

Onde: Oficina Cultural Pagu – Praça dos Andradas, s/nº
Quando: Até 12 de novembro

=>  Amazônia, de Claudia Andujar e George Love
=>  Amazogramas, de Roberto Huarcaya
=>  Beyond Zero 1914-1918, de Bill Morrison

Onde: Casa da Frontaria Azulejada – Rua do Comércio, 92
Quando: Até 12 de novembro

=>  Narrativas Latentes, pelos alunos do Senac-SP
=>  Aifone Pics 2016, de Lucas Lenci
=>  Life, por MOBgraphia

Onde: Museu Pelé – Largo Marquês de Monte Alegre, 1
Quando: 12 de novembro.

Foto: Francisco Arrais