A distribuição gratuita de ingressos para o concerto que a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS) realiza nesta quinta-feira (29), às 20h, em homenagem aos 60 anos da Casa da Esperança de Santos, ocorre a partir das 14h desta quinta, na bilheteria do Teatro Coliseu (Rua Amador Bueno, 237, Centro Histórico), local que também abriga a apresentação. Estão à disposição do público 600 lugares.
A noite terá participações da Camerata Jovem Santista, da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), e do projeto Música Transformando Vidas (Promuvi). Alunos do curso de Dança em Cadeira de Rodas da Secult também se apresentam.

O programa da noite da OSMS, com regência do maestro-assistente José Consani, traz as obras ‘Abertura Concertante’, do maestro, pianista e poeta Camargo Guarnieri; e ‘Sinfonia nº4’, conhecida como a sinfonia italiana do compositor alemão Felix Mendelssohn.

Casa da Esperança
A história da Casa da Esperança começa no início dos anos 1930, quando a vacina da poliomielite ainda não havia sido descoberta. A doença, que frequentemente matava ou provocava paralisia, crescia assustadoramente em Santos, chamando a atenção do médico Samuel Augusto Leão de Moura, que com o apoio de um grupo de rotarianos, criou a assistência à criança pobre e aleijada. Nascia assim, informalmente, um serviço de apoio às vítimas da doença.

Na primeira fase, o atendimento médico era realizado pela Sociedade de Beneficência Portuguesa, que colocou alguns leitos e instalações à disposição. Em maio de 1948 foi iniciada a construção de um hospital em terreno cedido, em regime de comodato, pela Legião Brasileira de Assistência. Este hospital funcionou sob os auspícios do Rotary Club de Santos até junho de 1957, quando uma assembleia especialmente convocada, criou a Associação Casa da Esperança.
Fundada em 24 de julho de 1957, a Casa tem por objetivo a assistência social, sem fins lucrativos, por meio de seus vários setores especializados, com ações integradas dirigidas às crianças e adolescentes portadores de comprometimentos motores, mentais e sensoriais, na faixa de zero a 18 anos, de baixo poder aquisitivo.

Camerata Jovem Santista
Formada no início de 2016, a Camerata Jovem Santista, com regência do professor de música e violinista Rômulo de Oliveira Ramos Moreira, de 26 anos, traz em sua composição jovens com idades entre 15 e 25 anos, formados nos cursos gratuitos de música oferecidos pelo programa Fábrica Cultural, da Secult.
No repertório, reúne o clássico e o popular. O grupo funciona como um curso de extensão para os músicos que seguem o caminho da profissionalização. Traz na formação Vinícius Mendes, Juan Gabriel, Abner Souza, Carlos Vinícius e Joyce Blanco (violinos); Mariana Dominguez, Jonathan Viana e Luís Fernando (violoncelos); e Ana Cláudia Dominguez (viola).

Dança em Cadeira de Rodas
Criada em 2005 pela bailarina Luciana Ramos, formada na Escola de Bailado Municipal e no Conservatório Santista de Dança, e pelo professor e bailarino Alexandre Siqueira, com ampla trajetória na dança de salão, a Escola Municipal de Dança em Cadeira de Rodas é uma iniciativa pioneira coordenada pela Secult. A escola tem como objetivo formar bailarinos cadeirantes nas vertentes artística e competitiva, com base no método LAS, criado por Luciana. O grupo, premiado no País e internacionalmente, também tem participação de andantes do curso de Dança Esportiva.

Promuvi
Realizado pelo Rotary Santos Oeste, o Projeto Música Transformando Vidas (Promuvi) é uma orquestra de flautas e percussão formada em 2009, que trabalha com pessoas com deficiência visual adquirida, total e parcial, com o objetivo de inclusão social por meio da musicalização, recuperação da autoestima e valorização da cidadania. As aulas e ensaios semanais do grupo ocorrem na Casa da Visão (Av. Conselheiro Nébias, 267, no Paquetá) às terças-feiras, das 9h às 11h.

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