Artes Visuais

PERCURSOS

Ciclo de encontros entre pesquisadores, educadores e mediadores culturais

encontro

ana-angelica-albano-coloridaArtes na escola: criação ou reprodução? – Com Ana Angélica Albano

Se uma obra de arte deve ser necessariamente bela, a resposta virá da concepção de belo e de arte de cada pessoa. Assim, uma aula de arte, bela ou não, será sempre consequência da concepção de arte de cada professor/a. Caem por terra, portanto, todos os métodos e fórmulas prontas para o ensino de arte. Se aceitarmos esse princípio, cada professor/a terá que encontrar seu próprio caminho, a partir de suas escolhas estéticas e de como concebe o sujeito a ser educado: autor ou reprodutor?
A palestra é um convite à reflexão sobre as escolhas estéticas e éticas que regem os planejamentos de arte nas escolas.
Ana Angélica Albano
Livre Docente da Faculdade de Educação UNICAMP. Doutora em Psicologia Social pela USP, Especialista em Cinesiologia pelo Instituto Sedes Sapientiae, Mestre em Psicologia da Educação pela USP e licenciada em Desenho e Plástica pela Fundação Armando Alvares Penteado/SP. Atualmente é Professora Colaboradora do programa de pós graduação da Faculdade de Educação da Unicamp, Pesquisadora do grupo de pesquisas LABORARTE – Laboratório de Estudos sobre Arte, Corpo e Educação da Unicamp e Professora convidada do Máster en Educación Emocional, Social y de la Creatividad da Facultad de Educación da Universidad de Cantabria, Santander, Espanha. Foi Diretora do Museu de Artes Visuais da Unicamp (de 2014 a 2017) e Diretora Associada (2012 a 2014). Membro do Focus Group for Creativity in Education, da Fundação Marcelino Botín, Santander/Espanha (2009 a 2014) e do Imagination and Education Research Group/IERG-Simon Fraser University/Canadá (desde 2003). Professora de arte do ensino fundamental ao médio de 1971 a 1978; implantou e coordenou projetos culturais de Iniciação Artística nas Prefeituras de São Paulo, Santo André e Diadema (de 1983 a 1997). Autora dos livros:” O espaço do desenho: a educação do educador”, “Tuneu, Tarsila e outros mestres…o aprendizado da arte como rito de iniciação” e de diversos artigos sobre arte, psicologia e educação.
Teatro
Não recomendado para menores de 16
Grátis
01/12. Sexta, das 9h às 12h

oficina

Caminhos do Olhar – Com Laura Lydia e Tomás Vega

Esta atividade propõe renovar o olhar para o que é aparentemente trivial. Deslocar o espírito para as riquezas encobertas pela capa rígida do óbvio. Vamos por baixo dela. É possível encontrar alguma poesia nos detalhes do corriqueiro? Há alguma beleza que passa desapercebida no caminho cotidiano? Só uma observação livre, de poros abertos, pode responder. Isso merece um olhar atento e altamente sensível para perceber o outro ao lado, nosso corpo no espaço da cidade, e a natureza que nos compõe. O encontro começa com uma caminhada para percepção da paisagem e coleta de materiais encontrados no percurso. A partir daí, o ateliê e a criação plástica ganham sentidos de investigação e reflexões sobre as práticas do ensino de artes.
Laura Lydia
Formada em Artes Plásticas (Bacharelado e Licenciatura) pela Unicamp, em 2003, e Pós-graduada no Centro Cultural Mariantônia (Linguagens da Arte), em 2010. Desenvolve trabalhos que trafegam entre o desenho, a gravura, a fotografia e intervenções urbanas, elegendo a relação entre cidade e espaço natural como motivo principal de investigação. Realizou 3 exposições individuais e participou de diversas coletivas, das quais se destaca-se “[O Desenho que Está] Insistente Novamente”, no Centro Cultural Ordováz filho, em Caxias do Sul em 2017. Participou de diversos salões de arte, dentre os quais ganhou este ano o prêmio Leitura de Portfolio, no 49º SAC Piracicaba. Este ano participou do encontro de antropologia ReACT, na USP/SP, com exposição e oficina de desenho e do projeto de artes integradas (ProAC) “Riotietê e outras derivas”, como artista convidada. Em 2015 e 2016 realizou trabalhos para os SESCs Campinas, Bom Retiro e Pompeia, com oficinas e intervenções vinculadas ao seu projeto “Ervas sp – Ocupação | Elevado Costa e Silva”, que recebeu em 2014 o prêmio Funarte Mulheres nas Artes. Atua também como professora de artes visuais, ilustradora e muralista.
Tomás Vega
Doutorando da Faculdade de Educação da Unicamp onde desenvolve uma proposta chamada Pedagogia da Invenção. Investiga processos criativos e construtivos de educação que abordam o pensamento do Design que possam transpassar as fronteiras entre Arte e Ciência. Mestre em História da Arte e do Design pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da USP. Na pesquisa intitulada O Objeto de Design na Arte Contemporânea, os cruzamentos entre Arte e Design contemporâneos são analisados através de um conjunto de obras de Arte que tocam temas sensíveis à Filosofia do Design. Possui Bacharelado e Licenciatura em Artes Plásticas pela Unicamp (2002). Como Artista Plástico explora uma perspectiva poética para os mesmos temas da pesquisa acadêmica, utilizando técnicas diversas como a fotografia, animação, pintura, vídeo e esculturas cinéticas. Atualmente é professor de Artes e responsável pela Oficina de Invenções da Escola Castanheiras, em São Paulo.
Sala 1
Livre|Grátis
01/12. Sexta, das 14h às 17h

Para comer com os olhos  – A presença dos alimentos na produção artística, com Renata Santanna

A partir da observação dos objetos do cotidiano e sua representação e apropriação por diversos artistas ao longo da história da arte, o encontro tem como objetivo aproximar os participantes da produção artística atual por meio de obras que utilizam os alimentos como matéria para a reflexão entre arte e sociedade. Por meio dessa temática tão presente no nosso cotidiano e tão premente como discussão contemporânea, trataremos a relação entre a arte e vida e sua presença na sala de aula por meio de leitura de livros infantis e práticas que colaboram com esse trabalho.
Renata Sant’Anna
Formada em Artes Plásticas na FAAP, em 1985, é mestre em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da USP (2000). Em 2011, coordenou o Programa Singular do Instituto Rodrigo Mendes, programa de inclusão de jovens com deficiência por meio da arte. Atualmente coordena a Divisão de Educação do Museu de Arte Contemporânea da USP, é colaboradora das Revistas para professores Carta na escola e Carta Fundamental, contribuindo com artigos sobre arte.
Sala 3
Livre|Grátis|
02/12. Sábado, das 10h às 13h
 

Arte contemporânea: dos caminhos até a sala de aula/ateliê – Com Diana Tubenchlak

Qual o lugar da arte contemporânea no contexto escolar? O encontro apresenta possibilidades e experiências de relações entre a produção artística brasileira atual e propostas de ateliê. As atividades pretendem desenvolver o contato pessoal dos professores com a arte, a partir de reflexões sobre a relação entre arte e vida, com ênfase no desenvolvimento de repertório de prática de ensino.
Diana Tubenchlak
É educadora, consultora em arte/educação e pesquisa as interrelações entre museus de arte e escolas. Mestra em Artes Visuais pela UNESP; especialista em Linguagens artísticas contemporâneas: ensino/aprendizagem pela Faculdade Santa Marcelina e licenciada em Educação Artística pela UERJ. Desenvolve oficinas e atividades em projetos sociais, ONGs, museus e espaços culturais desde 2001 e seu foco de atuação é em mediação em arte contemporânea, formação de docentes e elaboração de propostas artísticas para todas as faixas etárias. Faz parte do GPIHMAE (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Imagem, História e Memória, Mediação, Arte e Educação) do IA–UNESP.
Sala 1
Livre|Grátis
02/12. Sábado, das 10h às 13h e das 14h às 17h